Lacan leitor de Mallarmé

por Carolina Anglada

No que ficou assim conhecido como “Discurso de Roma”, ou “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”, Lacan recorre ao poeta francês Mallarmé, aludindo, sem citá-lo, a uma frase em que o escritor compararia o uso ordinário da linguagem com “a troca de uma moeda cujo verso e anverso já não mostram senão figuras apagadas”.[1] Retrocedendo um pouco no “Discurso”, trata-se do momento em que o psicanalista, depois de debruçar-se sobre a tríade das fragilidades da psicanálise, composta pela frustração, pela agressividade e pela regressão, afirma que o perigo não é exatamente o de uma dessas reações negativas vir a ocorrer ao sujeito, mas, sim, o de sua “captura numa objetivação, não menos imaginária do que antes, de sua estática ou de sua estátua, numa situação renovada de sua alienação”.[2] É, então, como modo de figurar o que seria o risco maior de captura subjetiva, que Lacan recorre à discussão mallarmaica, dando a ver em que dimensão o analista deve atuar para escandir as certezas do sujeito.

O texto a que Lacan em seu discurso, “escrito à maneira da fala”,[3] se refere é “Crise do verso”, ensaio seminal de Mallarmé no qual o poeta declara que a literatura estaria atravessando, no fim do século XIX, uma “esquisita crise, fundamental”, entrevista com a morte de Victor Hugo, célebre poeta reconhecido pelo uso alexandrino — nomeado de “o verso pessoalmente”.[4] “O verso, creio, com respeito esperou que o gigante que o identificava a sua mão tenaz e mais firme sempre de forjador, viesse a faltar; para, ele, se romper”.[5] O que vem a substituir esse “gozo de discernir, sozinho, todas as combinações possíveis, entre eles, de doze timbres”,[6] a que se entrega o leitor de poesia acomodado até então a métricas fixas, mais especificamente ao alexandrino, é o verso livre, a partir de agora considerado “polimorfo”, como descreve-o Mallarmé, em razão do qual dá-se “a dissolução agora do número oficial, no que se quer, ao infinito, desde que um prazer aí se reitere”.[7] Troca-se, então, a “mão do gigante” pela “multiplicidade dos gritos de uma orquestração”,[8] a finitude pelo infinito, a regra pela liberdade, a ortodoxia pelo “qualquer um”. O poema ganha, é claro, em estratégias para não se deixar capturar, para poder faltar, ainda que ao preço desses “transtornos” e “inquietudes”.

Diante dessa perda do próprio da poesia, uma outra crise se manifestaria, incutindo no leitor o desejo de distinguir ao menos a literatura do não-literário no aspecto do uso da língua — o que poderíamos associar, de algum modo, a um estado regressivo da época, desejoso de recuperar antigos parâmetros estatuários de reconhecimento da arte: “Um desejo inegável em meu tempo é de separar como em vista de atribuições diferentes o duplo estado da fala, bruto ou imediato aqui, lá essencial”.[9] O emprego dos dêiticos, “aqui” e “lá”, entretanto, marcam sutilmente o que só faz sentido na enunciação, jamais no enunciado, desestabilizando a própria crise no sentido de dar-lhe outros movimentos. Ao estado bruto, portanto, corresponderia “o emprego elementar do discurso [que] serve a universal reportagem”, mais próximo ao lugar de onde o sujeito fala, como marca o advérbio “aqui”. Ao essencial, diferentemente, não se trataria tanto de uma fala quanto de um “dizer”, “antes de tudo, sonho e canto”, distinto pelo seu afastamento na enunciação. Portanto, mesmo que o verso já não se distinguisse por questões de regularidade métrica, ainda manteria a capacidade de refazer “uma palavra total, nova, estranha à língua e como que encantatória”.[10]

Fato é que, independentemente de onde se situa o sujeito em relação ao que enuncia, a literatura, de agora em diante, é fala, parole, no entendimento de Saussure, exposição da língua ao não linear e à inconsistência. E isso por algumas razões: entre elas, a mesma razão porque Lacan atribui a fala à verdade, quando diz, “Eu, a verdade, falo”,[11] ao que Mallarmé também se posiciona sobre “materialmente a verdade”; e a questão do ritmo, alegando o fato de “que todo indivíduo traga uma prosódia, nova”,[12] e que “Toda alma é uma melodia”.[13] Para o poeta, “verso há tão logo se acentua a dicção”,[14] o que, em outros termos, parece ressoar também na experiência da psicanálise, quando assente-se com o fato de que “o papel constitutivo do que é material na linguagem impede que a reduzamos a uma secreção do pensamento”.[15] A matéria é um a mais, ressaltado ainda pela mudança nos parâmetros da métrica que abandona o número de sílabas por um acentualismo.

Voltando à palestra proferida por Lacan em Roma, o trecho a que ele refere é precisamente o que se destina a desvalorizar a fala bruta, em ação no narrar, no ensinar ou mesmo no descrever, situações em que, mesmo que bastasse para “trocar o pensamento humano”, ou seja, como troca simbólica, ao “tomar ou colocar na mão de outrem em silêncio uma peça de moeda”,[16] ainda assim, “serve a universal reportagem de que, a literatura excetuada, participa tudo entre os gêneros contemporâneos”.[17] Lacan, porém, não consente com a distinção valorativa que faz o tempo de Mallarmé do “duplo estado da fala”. É-lhe “infiel”,[18] não se somando às preocupações contextuais da arte em relação à perda da identidade poética ou às tendências regressivas dos críticos, afoitos por recuperar o mesmo dorso que o poético havia esculpido até então. Isso se explicita quando Lacan comenta sobre a figura da moeda enquanto objeto que negocia uma entrada: “Essa metáfora basta para nos lembrar que a fala, mesmo no auge da usura, preserva seu valor de téssera”.[19] O termo empregado dialoga com o lugar de onde se pronuncia o discurso, a cidade de Roma, e refere-se a uma tábua utilizada antigamente para admissão em certos locais ou como garantia. Haveria, ainda, o sentido sinônimo de “dado”, cubo com as seis faces marcadas e destinado ao jogo. Com todas essas imagens, Lacan conduz-se ao que denomina de fala vazia, “em que o sujeito parece falar em vão de alguém que, mesmo lhe sendo semelhante a ponto de ele se enganar, nunca se aliará à assunção de seu desejo”. Sugerindo aí o narcisismo das pequenas diferenças, o pequeno outro, o psicanalista, entretanto, não compõe o coro dos depreciadores dessa fala, muitas vezes tomada como regressiva, até porque é precisamente na fala que a análise tem lugar. Sua posição é de alguém que aborda a importância de “servir-se dela para regular o afluxo de seus ouvidos”,[20] o que, nos anos 1970, o conduzirá a manifestar-se “com respeito ao mínimo de besteira”.[21] Aqui entra em jogo propriamente a característica preponderante da fala, que a diferencia da linguagem ou mesmo do simbólico: a noção de intersubjetividade.

É na fala vazia (correspondente, em Mallarmé, à fala bruta) em oposição à fala plena (de sentido) que os ouvidos são treinados para não ouvir. Ou, no caso do escritor, que as mãos são exercitadas para não escrever, que o verso pode faltar ou pode a sua falta. Também Maurice Blanchot, quando se atém ao mesmo ensaio mallarmaico, é fisgado por esse gesto de troca da moeda (e pela natureza de “moeda de troca” da fala), mas uma troca com o silêncio: “porque nula, pura ausência de palavras, permuta pura em que nada se troca, onde nada existe de real a não ser o movimento de permuta, que nada é.”.[22] O que o filósofo diz a respeito da fala bruta se aproxima da fala do poeta, “essa linguagem cuja força reside toda em não ser, toda a glória em evocar, na sua própria ausência, a ausência do todo: linguagem do irreal, fictícia, e que nos entrega à ficção, ela provém do silêncio e ao silêncio retorna”.[23]

Lacan, embora consinta com esse silêncio do para não se escrever, para não se escutar, “murmúrio do incessante e do interminável a que é preciso impor silêncio, se se quiser, enfim, que se faça ouvir”,[24] parece indicar, entretanto, que a permuta deixa restos, ainda que refratários ao cálculo. Quando trata da fala plena, atrelando-a à fala presente, afirma que essa “a atesta na realidade atual e que funda essa verdade em nome dessa realidade”.[25] Já não se trata da reportagem mallarmaica, em que tem lugar o par verdadeiro/falso, tampouco da permuta como única realidade de linguagem, mas de uma rememoração subjetiva, na fala e no material da fala, descrita como o “reordenar as contingências passadas dando-lhes o sentido das necessidades por vir”.[26]

A presença de um outro, seja ele leitor ou analista, é a condição de possibilidade desse reordenamento simbólico. Ao passo que Lacan fala em “despossessão” do sujeito, ao se reconhecer como da ordem do imaginário tudo que era atribuído ao ser, não sem indicar também o aspecto louco de ser falado, de vivenciar as falas impostas, Mallarmé sugere que o colocar-se sobre uso da “fala plena” implica a “desaparição elocutória do poeta, que cede iniciativa às palavras”, “substituindo a respiração perceptível no antigo sopro lírico ou a direção pessoal entusiasta da frase”.[27] A rigor, os dois estão às voltas com a pergunta nietzscheana: quem fala quando falamos? Ou quem escreve quando escrevemos? A que estamos sujeitos, assujeitados? Há, necessariamente, alguém que sustenta a fala, e que não seja o eu? Onde está o eu do sujeito que escreve à maneira que fala? Enquanto ser falado, para o poeta, significa substituir o entusiasmo de um eu por uma despersonalização em que é um Outro-nada quem toma a palavra, quase silêncio quando não ressonância, para Lacan, a fala, poética, vazia ou plena, necessariamente implica o Outro, posto que o reconhecimento do desejo é sempre desejo de reconhecimento: “O que busco na fala é a resposta do outro. O que me constitui como sujeito é minha pergunta”.[28] Nesse sentido, quando Lacan afirma, em um texto ainda da década de 1950, que “a máquina rege o próprio regente”,[29] não há fala poética que não passe pela fala vazia ou pela linguagem, isto é, não há fala de um eu que não tenha sido fala de um Outro:

Eu me identifico na linguagem, mas somente ao me perder nela como objeto. O que se realiza em minha história não é o passado simples daquilo que foi, uma vez que ele já não é, nem tampouco o perfeito composto do que tem sido naquilo que sou, mas o futuro anterior do que terei sido para aquilo em que estou me transformando.[30]

Eis aí um outro ponto que faz ressoar Mallarmé em Lacan. Sabemos o peso que tem o acaso, mais propriamente, no poema “Um lance de dados”, e sua lógica secreta de construção. Mas também em “Crise de verso”, o poeta se vale do termo, ao escrever: “Uma ordenação do livro de verso aponta inata ou por toda parte, elimina o acaso”.[31] Se o acaso da dicção é agora a potência de escrita do poema, sua chance, concedendo-lhe uma forma irregular, insuspeita, “a possibilidade de se exprimir não somente, mas de se modular”,[32] a inscrição no livro acaba por reduzi-lo a um cálculo de probabilidades. Nem o verso mais aleatório aboliria a causalidade de sua montagem livresca. Ou seja, ainda que o acaso se inscreva na fala, seja ela bruta ou essencial, o livro, por sua incapacidade de acolher o infinito, tende a apagá-lo ou a fixá-lo. Toda a obra de Mallarmé se situa paradoxalmente entre a demanda pelo Livro que não cessa de se escrever, o impossível de um Livro que não cessa de não se escrever, nunca feito, composto apenas de ideias, fragmentos e alusões, e o poema que cessa de não se escrever, sempre único, alheio e disperso o bastante para não formar uma tradição. O futuro anterior mencionado por Lacan encarna, nesse ponto, a estrutura de difusão e disseminação que o Livro de Mallarmé encarna, de um jogo já sempre iniciado.

Já na fala psicanalítica, trata-se não de eliminar a contingência, esta, sim, incalculável, mas de revelar como as possibilidades e as virtualidades do passado foram afastadas a cada encruzilhada, quando o sujeito ou o acontecimento fazem uma escolha — de publicar-se, por exemplo. Em outras palavras, o importante é evidenciar como é possível essa espécie de “efeito de ancoramento” num fluxo disperso,[33] ou como no infinito da contingência sexual, algo como uma letra se fixa, em uma espécie de afetação em torno. A letra, inclusive, aparece no “Discurso de Roma”, para ocupar a função de velar e desvelar da fala e de acesso possível ao segredo. Para isso, não é possível nem preciso que tudo o que se diz seja pleno, presente a si mesmo, mas que algo seja mesmo dito em vão, para que o necessário da contingência se revele, irredutivelmente, a única necessidade realmente precisa: aquela que advém do regime do encontro, “e causa em vocês essa surpresa de não ter ouvido jamais tal fragmento ordinário de elocução”.[34]

No poema, seja ele narrativo, descritivo ou bruto, é a escansão que irá livrar o sujeito de um presente eterno e necessário, desenhando, por isso que cai, um alhures, uma outra cena; como pontua Mallarmé, “Toda a língua, ajustada à métrica, aí recobrando seus cortes vitais”.[35] Na sessão, o corte não é uma pontuação, e sim sua ausência, aproximando-se do que Giorgio Agamben nomeia de cesura do verso, entrevisto no enjambement: “O enjambement traz, assim, à luz o andamento originário, nem poético, nem prosaico, mas, por assim dizer, bustrofédico da poesia, o essencial hibridismo de todo discurso humano.”.[36] Novamente estamos às voltas com o duplo, o híbrido, essa “suspensão, essa sublime hesitação entre o som e o sentido”, de que fala aqui o filósofo italiano em diálogo com Paul Valéry.[37] Em outros termos, o Outro, esse que compõe o hibridismo essencial, os necessários cortes que dão vida ao sujeito cindindo-o em dois.

Lacan retorna com o poeta simbolista francês em “Subversão do sujeito e dialética do desejo no inconsciente freudiano” para confirmar que a função de corte na psicanálise só decorre de uma relação com aquela moeda desgastada lida à sua maneira pelo psicanalista no texto do poeta:

Pelo que chegaríamos ao paradoxo de conceber que o discurso na sessão analítica só tem valor por tropeçar ou até se interromper: como se a própria sessão não se instituísse como ruptura num discurso falso, digamos, naquilo que o discurso realiza ao se esvaziar como fala, ao não ser mais do que a moeda de efígie desgastada de que fala Mallarmé, passada de mão em não “em silêncio”.[38]

Afinal, é sempre de um desgaste a fazer furo que se trata, o que é descontínuo que importa, mesmo nessa suposta reportagem universal, quando o discurso tende a esvaziar a palavra de sua condição de fala, impossibilitado de dizer. Mesmo aí, não haveria nada mais determinante do que o tropeço que faz do silêncio ou de um nada a dizer, “no auge da usura”, o “valor de téssera” de uma moeda. A interrupção nem sempre chama a atenção para aquilo que está sendo dito ou transformado em dizer pela fala, mas ao próprio sem-sentido, não-sentido, semi-dizer, cesura mesmo do passo de sentido. Quer dizer, algo atravessa, faz uma passagem, logo quando cai do discurso, fecundando a cavidade. É sempre da ordem da divergência e do equívoco que se trata, se consideramos a defasagem de que fala Jacques-Alain Miller, entre o que se escreve e o que se lê, ou entre o que se diz e o que se escuta.

A própria defasagem entre escutar e dizer, escrever e ler organiza para nós o lugar da interpretação analítica.
Constatamos que a interpretação da qual se trata na dupla defasagem por mim assinalada, antes mesmo de dizê-la analítica, é obrigatória, necessária.[39]

Associemos a “dupla defasagem” ao “duplo estado da fala”, “Índice duplo, consequente”[40] de que trata Mallarmé como obsessão regressiva de seu tempo em tentar discernir o que conviria ao essencial e o que seria da ordem do imediato, e concordamos que dupla e híbrida é a condição da língua como tal, mais equívoca do que unívoca, vacilante e hesitante, seja a língua da comunicação, na obliteração do sujeito, seja lalangue, aquela que leva em conta o inconsciente e, por isso, faz escutar o que não se diz, dizendo mais do que se sabe, por pura ressonância. Em todo caso, Lacan, nas intervenções das décadas de 1950, já recorria à poesia para fundar o campo da fala em psicanálise, em diálogo com o que para os modernos é valorizado como uma não-escolha, o acaso, o gesto desconhecido, a ambiguidade portadora dos contrários e dos sentidos antitéticos. Se a crise atesta etimologicamente sua relação com a ideia de crítica, de escolha, de interpretação, de causa do dito, entendemos que, por mais que ela seja necessária ao poema moderno, “intelectual fala em seu apogeu”,[41] e de fato o é, essa não deixa de ter sua produtividade, ao fazer vacilar os semblantes da poesia, no que realiza de duplamente impossível, real, portanto.

REFERÊNCIAS

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PEREIRA, Maria Rosane (2021) “As portas abertas da psicanálise: quando o espaço e o contrato analítico podem ser subversivos”. In: Correio da Appoa, n. 307, março, 2021, s.p.


* Carolina Anglada é professora no Departamento de Letras da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) e no Programa de Pós-Graduação em Letras: Estudos da Linguagem (POSLETRAS – UFOP). Pós-doutoranda em Estudos Psicanalíticos (PPGPsi – UFMG). Doutora em Literaturas Modernas e Contemporâneas, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com tese sobre teoria da forma e poéticas de língua portuguesa. Realiza pesquisas transdisciplinares entre poesia, filosofia e outros campos das ciências humanas, com particular interesse nas relações entre língua, inconsciente e pensamento.



[1] LACAN, Jacques (1966) “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”. In: Escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 253.

[2] LACAN, Jacques (1966) “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”. In: Escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 252.

[3] LACAN, Jacques (2001) “Discurso de Roma”. In: Outros escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 139.

[4] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 158.

[5] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 158.

[6] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 159.

[7] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 160.

[8] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 158.

[9] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 166.

[10] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 167.

[11] LACAN, Jacques (1966) “A coisa freudiana”. In: Escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 410.

[12] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 162.

[13] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 161.

[14] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 158.

[15] LACAN, Jacques (2001) “Discurso de Roma”. In: Outros escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 2003, p. 141.

[16] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 166.

[17] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 166.

[18] PEREIRA, “As portas abertas da psicanálise: quando o espaço e o contrato analítico podem ser subversivos”, s.p.

[19] LACAN, Jacques (1966) “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”. In: Escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 255.

[20] LACAN, Jacques (1966) “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”. In: Escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 255.

[21] LACAN, Jacques (1975) Seminário, livro 20: mais, ainda, (1972-1973). Texto estabelecido por Jacques-Alain Miller. Versão brasileira de M. D. Magno. Rio de Janeiro: Zahar, 2008, p. 20.

[22] BLANCHOT, Maurice (1955) O espaço literário. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 1987, p. 32.

[23] BLANCHOT, Maurice (1955) O espaço literário. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 1987, p. 32.

[24] BLANCHOT, Maurice (1955) O espaço literário. Tradução Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Rocco, 1987, p. 42.

[25] LACAN, Jacques (1966) “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”. In: Escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 257.

[26] LACAN, Jacques (1966) “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”. In: Escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 257.

[27] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 164.

[28] LACAN, Jacques (1966) “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”. In: Escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 301.

[29] LACAN, Jacques (1966) “A instância da letra no inconsciente”. In: Escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 523.

[30] LACAN, Jacques (1966) “Função e campo da fala e da linguagem em psicanálise”. In: Escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 301.

[31] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 165.

[32] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 161.

[33] LIMA, Mônica Assunção Costa (2002) “O sujeito da experiência psicanalítica entre o contingente e o necessário”. In: Ágora, 5, dez./ 2002, s.p.

[34] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 167.

[35] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 158.

[36] AGAMBEN, Giorgio (1985) Ideia da prosa. Tradução, prefácio e notas de João Barrento. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012, p. 31.

[37] AGAMBEN, Giorgio (1985) Ideia da prosa. Tradução, prefácio e notas de João Barrento. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2012, p. 32.

[38] LACAN, Jacques (1966) “Subversão do sujeito e dialética do desejo no inconsciente freudiano”. In: Escritos. Tradução Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 815.

[39] MILLER, Jacques-Alain (2012) “O escrito na fala”. In: Opção Lacaniana, ano 3, n. 8, julho 2012, p. 3.

[40] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 163.

[41] MALLARMÉ, Stéphane (1897) “Crise de verso”. In: MALLARMÉ, Stéphane Divagações. Tradução e apresentação Fernando Scheibe. Florianópolis: Ed. Da UFSC, 2010, p. 166.




COMO CITAR ESTE ARTIGO |ANGLADA, Carolina (2023) Lacan leitor de Mallarmé. Lacuna: uma revista de psicanálise, São Paulo, n. -15, p. 9, 2023. Disponível em: <https://revistalacuna.com/2023/12/22/n-15-9/&gt;.