Ali onde eu não interpreto, isso corta

por Flavia Trocoli

“Ali onde isso era, é meu dever que eu venha a ser”[1], diria seguindo a tradução rebelde de Jacques Lacan do quase-intraduzível “Wo Es war soll Ich werden”. Tantas vezes a poesia do século XX subverteu os termos e tomou para si a tarefa de passar do eu ao isso, contudo, gostaria de pensar que uma escrita que suporta um traço autobiográfico é, sobretudo, o lugar em que se inscreve a passagem do isso ao eu, sem deixar de fazer com a poesia. Passagem do acontecimento singular à cena de sua enunciação: do “isso era” para o “é meu dever escrever isso que se inscreveu em mim”. Em três partes, tentarei circunscrever alguns movimentos de uma prática incessante da escrita dessa cena em que os cacos de uma vida formam uma estranha circonfissão. Buscando nela não um desejo recalcado, mas uma lógica da enunciação.

Parte I | Só-depois – cortar com o umbigo do sonho

Primeiro sonho – todas as xícaras estão coladas. Cacos de um poema:

Cerâmica

Os cacos da vida, colados, formam uma estranha xícara.

Sem uso,

ela nos espia do aparador.

Escreveu Carlos Drummond de Andrade.[2]

Segundo sonho – combinação de três sonhos com três máquinas: máquina de roubar, máquina de furar e máquina de escrever.

Terceiro sonho – com o gesto de pousar as mãos sobre o umbigo, está indicado que ali é onde dói mais. Cacos de um texto traduzido há alguns anos:

um sonho sobre um nó de uma dor feminina.

Escreveu Shoshana Felman, ao ler a interpretação do sonho de Irma.[3]

O umbigo é um nó que corta.

Escreveu Paul De Man, ao ler Shoshana Felman.[4]

Os sonhos, em sua intraduzibilidade, em seu umbigo, passam a ter a função de corte. Lá onde eu não interpreto, isso corta. Assim, buscar inscrever esse corte implica perguntar se haveria uma lei a que se submetesse a escrita autobiográfica como escrita da exceção, isto é, como fora da norma. Se há lei, essa seria a do corte, que permitira falar não de uma essência da autobiografia, mas de um traço, de um valor e de uma função do autobiográfico. Lei, portanto, que produziria um traço de pura diferença. Nem a circuncisão, nem a confissão, mas a circonfissão[5] — uma anti-holófrase em seu valor e sua função; nem autobiografia, nem ficção, mas uma prática da escrita que produz uma terceira forma e um novo modo de enunciar, para não esquecer do que escreveu Roland Barthes em torno de Marcel Proust[6]. Doravante, a autobiografia será tomada como uma prática de inscrição de um corte, afinal, Jacques Derrida não pode contar a circuncisão que ele sofreu com sete dias de nascimento, um enunciado impossível, mas pode contar com ela em sua enunciação.[7] Não posso contar os meus sonhos, mas posso cortar com eles.

Se Proust disse que escrever é criar uma língua estrangeira em nossa própria língua, também se poderia dar corpo ao intraduzível, ao umbigo do sonho, na língua do outro, na língua de um escrito dito autobiográfico de um outro. O próprio Derrida não prescindiu de Santo Agostinho e de Jean-Jacques Rosseau para dar corpo à sua confissão. Eles foram largamente incorporados, no nível do enunciado, já Proust, aparece de outro modo, através de uma infidelidade que não deixa de ser uma forma de fidelidade intensa, no nível da enunciação, é o que tentarei mostrar aqui. Há aí também uma história do dar corpo que não é sem roubo e sem mutilação, um história também da culpa e da desculpa. Assim, deixei que meus três sonhos fossem cortando e reescrevendo aquilo que lia no livro intitulado Jacques Derrida por Geoffrey Bennington e Jacques Derrida. O livro começa com uma nota dizendo que ele supõe um contrato: a Geoffrey Bennington caberia uma sistematização do pensamento de Jacques Derrida em sua totalidade; a Jacques Derrida caberia inscrever “a necessidade inelutável do fracasso”[8]. Geoffrey Bennington escreve seu Derridabase, o corpus da desconstrução, no corpo do texto, Jacques Derrida escreve sua Circonfissão na margem interna, como se fosse uma nota de pé de página, lá onde Freud, ao ler o sonho de Irma, inscreveu pela primeira vez uma de suas invenções: o umbigo do sonho. Como se escrevesse uma nota de rodapé, diria que seria preciso revisitar todo o segundo capítulo de A interpretação dos sonhos, em que diante das questões do sonho de Irma, Freud se culpa (pelo fracasso da solução, pela seringa suja), culpa a viuvez de Irma, se culpa por dar pouca atenção à mulher grávida, e deseja ser desculpado.

Com essa operação de escrever à margem, como se fosse em nota de rodapé, Derrida circuncisa o corpus filosófico com o corpo autobiográfico, quebra a integridade e a neutralidade do texto filosófico, contrabandeia para a cena filosófica a cena autobiográfica, macula o logos com seu pênis circuncidado, com o corpo morrente de sua mãe, com as metamorfoses de seu nome próprio e com sua idade que se inscreve em 59 parágrafos que são bandagens que envolvem as escaras da mãe (“fervilhantes de hominímias!”) e o pênis ferido do bebê. Esses parágrafos que buscam inscrever um corte, localizam também um gozo da confissão em uma jaculação de palavras, de sangue ou de esperma. E a felação, também ela, terá começado na circuncisão. Jacular é arremessar e dirigir-se a alguém. Gozar e se endereçar.

Parte II | Cortar Kafka com Derrida — a lei do Um e a lei do corte

A voz narrativa de A construção é a de uma toupeira e ela está à mercê de um ruído que presentifica uma injunção: “escave”![9] Em Kafka, escutar é obedecer. Para essa soldagem, seguindo as leis internas da narrativa, não haveria corte possível. Assim, o primeiro desejo foi buscar inscrever um corte entre Kafka e Derrida, entre o Um e o outro. Nas páginas finais de Mal de arquivo, Derrida afirma que “Uma vez que há o Um, há o assassinato, a ferida, o traumatismo.”[10] E é isso que escuto em A construção de Kafka. Mas o mundo hoje talvez não permita que nos demoremos infinitamente em um só Kafka. O gesto certamente não será de queimá-lo. Max Brod já o contrariou e desobedeceu ao seu comando. Através de uma outra cena de leitura, ofereci a Kafka, à sua Construção, uma outra margem, uma nova aliança, que não o deixe idêntico a si mesmo.

Cortei para reatar Kafka a Derrida. Reatar os anéis das circuncisões de Kafka e Derrida. Reatá-los sem confundi-los e sem tornar a aliança simétrica. Sonho com uma cena fantasmagórica, sem tempo, Elias-Derrida segura o texto de Kafka em seus braços e corta a pele que totaliza. Elias, o guardião das circuncisões. Elias o nome secreto de Jackie. Jackie portava o K. e Derrida escreve também essa perda em Jacques, a perda do K. para assinar, para imprimir sua marca, seu talhe, em um texto que jamais cederá à lei totalitária. Recircuncisão. Como se Circonfissão pudesse tocar A construção. Diante do Um da lei kafkiana, sonhar com a lei da diferensa. Receber a língua que corta, sem prepúcio, precariamente, receber a palavra que corta e promete a aliança: “De modo que diante de deus ou da lei que me intima a comparecer, retorne eu ao pó do amor, sei apenas enganar, enganar-me, enganar-te, e tu e ainda tu, minha escara ciosa de si.”[11] Corto aqui no amor, no engano, no ponto em que não se é mais só a ferida, ponto em que ela, já cicatriz, se circunscreve a um umbigo contornado com amor e com engano. Uma separação é feita e passo a Proust.

Parte III | Proust, preço, pranto, prepúcio — perde-se uma libra de carne

Construção, circonfissão: de Kafka a Derrida” foi o título que dei ao texto que apresentei na UNB, em setembro de 2016. Ao término da apresentação, Piero Eyben me pergunta – E Proust? Claro, pergunta a mim que, meses antes, respondera ao seu convite para esse Encontro em torno dos rastros de Derrida com o seguinte título: “Os soluços nunca cessaram: a criança e o fantasma”. Sem, naquele momento, poder ler os traços de Proust em Derrida, enviei aquele segundo título que apagava o primeiro. De volta ao Rio, girando mais uma vez em torno da circonfissão, sou pega pela décima segunda e décima terceira perífrases, aquelas em que aparecem de maneira muito estranha Marcel Proust e Roland Barthes. Barthes que fez de Proust a matriz de sua escrita. Proust a quem atribuí, em outra cena, a invenção da obra como objeto perdido.

Barthes já fora aludido antes na sétima perífrase quando Derrida se confessa culpadíssimo por publicar o fim da mãe, principalmente se essa publicação for entendida como um exercício para pertencer à série de escritas sobre o escritor e a morte de sua mãe. Em “A fita de máquina de escrever”[12], um texto sobre a culpa em Rousseau e em Paul de Man, o próprio Derrida irá dizer que a culpa é antes por gozar da escrita do roubo, da falta cometida e confessada. Dito de outro modo, Barthes aparece não somente como aquele que escreveu em torno da morte da mãe, como também aquele que escreveu um livro chamado O prazer do texto, em que diferencia textos de prazer e textos de gozo… Nessa mesma perífrase, em meio a gemidos confusos, Derrida recolhe uma frase de sua mãe: “Tenho vontade de me matar!” e reconhece aí uma frase sua e a encenação repetida em pensamento de seu próprio suicídio. Não consigo não pensar na morte de Roland Barthes, encenada não só na melancolia de seu Diário de luto. Não consigo não pensar que Derrida escreve uma homenagem póstuma a Barthes que intitulou “As mortes de Roland Barthes.” Assim, Derrida confidencia negando sua relação com Diário de luto e com as questões em torno dele. Faz série, lá onde queria ser exceção, se culpa. Mas não é só. Derrida reescreve em seu bloco mágico (roubado de Freud) o palimpseto (roubado de Proust), vejamos como.

Na décima segunda perífrase, Derrida diz que a mãe perdera a visão e conta a ela, sem nada compreender, um sonho com dois cegos que se pegam um contra o outro. Um deles se vira para pegar, de jeito e de surpresa, o passante que ele é. Mas o que Derrida pega do sonho é o retorno de uma família de palavras em torno da sílaba pr.: compreendre, prendre, prise de consciente, em que se misturam as essências do pegar e da prece. Nesse momento, Derrida lembra que na véspera foi dormir tarde (parêntese: não esqueçamos que a primeira frase da Busca de Proust é “Durante muito tempo fui dormir cedo”, frase roubada por Barthes para intitular outro de seus ensaios[13]) após uma movimento de cólera e ironia contra uma elogiada frase de Proust que diz: “Uma obra em que há teorias é como um objeto sobre o qual se deixa a marca do preço.” Derrida comenta que acha demasiadamente ingênuo querer apagar o trabalho da teoria e demasiadamente medíocre apagar o preço a ser pago por ela. E exclama: “como se não existisse isso em Pr.” E continua a dizer que só se escreve quando se deixa na mão o contemporâneo […], cito:

na cena em que isso pega porque se acredita, acreditou-se na blasfêmia, no simulacro, na impostura, no suplemento de perjúrio que se chama confidência, mas também na cena em que isso pega, neste instante, como este caos de lava vermelha que enrijece para ser operada salvo se não coagular.[14]

Pouco compreendo do que Derrida diz, mas posso escutá-lo (entendre) do seguinte modo. Ali onde estaria a verdade da confissão, apareceriam o simulacro, a impostura, o perjúrio. Quanto à impostura, Proust, na verdade, faz uma crítica ao realismo que traz para o romance uma teoria sociológica. Em seguida, no mesmo trecho, Proust fará a teoria do romance que deseja escrever sustentada no cume do singular, na relação do presente com o passado e, sobretudo, nos modos de ler e de construir o passado a partir do presente, se incluindo na cena da leitura. A verdade para Proust se constrói, na obra de arte, a partir de um tecer de relações entre objetos diversos, a tarefa é a de uni-los pelo laço indescritível de uma aliança de palavras. Laço e aliança que, em Circonfissão, se faz a partir de um sonho do qual se extraem duas letras.

Em outros momentos do seu texto, Derrida se compreende em uma família de assinaturas, numa certa tradição, quer seja da confissão ou das lágrimas: santo Agostinho, Rousseau, Nietzsche ou Francis Ponge. Por alguma razão, eles podem ser confessados de maneira direta. Proust, não. Não sei o porquê, mas tento mostrar como Proust se confessa de maneira oblíqua, dissimulada, mutilada. Proust aparece através de uma cólera contra a pureza, num prolongar a noite e reduzir a duas letras, aparece rasurado, difícil de ler, de compreender. Proustianamente, Derrida exige do leitor cortes, deslocamentos, um esforço para ler isso que censura, isso que esquece, isso que apaga. Ousaria dizer que mais do que como inconfessável, Proust aparece, em Circonfissão, como o inconsciente posto em ato, para dizer com Shoshana Felman. “Isso pega” e não compreendro e exige uma escrita. E “Isso pega” é o título do ensaio em que Barthes busca compreender o enigma da criação em Proust, desfazendo o vínculo imediato entre a morte da mãe de Proust e o início da escrita de Em busca do tempo perdido. Neste ensaio que Derrida transforma em um tempo e em uma cena, Barthes se interroga pelo acontecimento, não a morte da mãe mas a matriz, a “grammaire génératrice”, em que Proust inventa: 1) uma nova maneira de dizer eu, uma nova enunciação; 2) uma nova verdade, não mais trancendente como em santo Agostinho; 3) uma mudança de proporções; e 4) um fazer brotar de uma insignificante matriz que, no tempo, fundará uma nova linhagem.[15] Que não deixará de ser uma linhagem de lágrimas, de sangue e de letras. Aquelas, pr., que fazem litoral entre a confissão e o inconfessável, entre a linhagem filosófica declarada e a linhagem literária dissimulada.

Ainda no momento em que isso pega, Derrida diz que pertence ao cego que o faz cantar: “Quando um canto exprime, por exemplo, uma tristeza causada por uma perda, logo teremos o direito de perguntar: o que se perdeu?”[16], aspirando o sangue através de um tecido leve.” A cena do Isso pega não deixa de ser também aquela que Proust inventou para inscrever uma sucessão de perdas: a resposta da mãe, a madeleine, Albertine, e, por fim, o próprio eu e o próprio livro.

Perde-se o prepúcio, faz-se dele o preço a pagar pelo corte, que se inscreve em duas letras pr. e traça um litoral entre a exceção e a transmissão: Circonfissão — lá onde deverá advir um “pequeno fragmento de verdade”[17], esse outro nome que Freud deu à psicanálise em uma carta a Stephan Zweig no fim de sua vida. Em Signéponge, Derrida transforma a assinatura do poeta — Francis Ponge — em esponja que na sua insignificância e materialidade absorve as coisas e deixa elas falarem[18]. A assinatura se converte em receptáculo da escrita. Fora do sentido e fora do conceito, se escrever no insignificante, nessa estranha xícara, nessa estranha circonfissão, nesse pedacinho de carne perdido convertido em pr.. Quando a prática de duas letras converge com o uso do inconsciente, a escrita é cortada e cortante até o ponto em que da assinatura, agora, de Derrida, sobram as letras rir. E deixo ressoar aqui também o fort-da, e puxo essas três letras por um fio, e as lanço. Isso não é deixar o caso-Derrida cair? Inscrever o corte e, depois, sair por aí, não mais a confessar o fim, mas a viver a vida, amando-a. Até que, enfim, ela, a vida, também passe. E, na última carta, escrever aos filhos: “preferir sempre a vida”[19]. Isso pega e se transmite. Sim, Jacques, a carta terá chegado ao seu destino. 

 

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Carlos Drummond (1962) “Cerâmica”. In: Reunião: 10 livros de poesia. Introdução: Antônio Houaiss. 8 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977.

BARTHES, Roland (1982) “Durante muito tempo, fui dormir cedo”. In: O rumor da língua. Trad. M. Laranjeiras. São Paulo: Editora Brasiliense, 1988.

_____. (2004) “Isso pega”. In: Inéditos: vol. 2 – Crítica. Trad. I. C. Benedetti. São Paulo: Martins Fontes.

BENNINGTON, Geoffrey (1973) Jacques Derrida por Geoffrey Bennington e Jacques Derrida. Trad. A. Skinner. Rev. téc. M. Gonçalves. Rio de Janeiro: Zahar, 1996.

CRUGLAK, Clara. Clínica da identificação. Tradução: André Luis de Oliveira Lopes. Rio de Janeiro: Companhia de Freud.

DERRIDA, Jacques (1988) Signéponge. Paris: Seuil.

_____. (1995) Mal de arquivo: uma impressão freudiana. Trad. C. M. Rego. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001

_____. (2001) Papel-máquina. Trad. E. Nascimento. Rev. téc. A. Skinner. São Paulo: Estação Liberdade, 2004.

FELMAN, Shoshana. Sobrevivência postal, ou a questão do umbigo [Trad. F. Trocoli; S. Aires]. Terceira Margem, Rio de Janeiro, n. 26, 2012.

FREUD, Sigmund (1982) Correspondência de amor e outras cartas. Edição preparada por Ernst Freud. Trad. A. S. Santos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira.

KAFKA, Franz (1931) “A construção”. In: Um artista da fome/A contrução. Trad. M. Carone. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

LACAN, Jacques. “A coisa freudiana”. In: Escritos. Trad. V. Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.

LISSE, Michel (2012) Preferir sempre a vida [Trad. M. J. Oliveira. Rev. téc. P. Eyben]. Revista Cerrados, Brasília, v. 21, n. 33.


* Flavia Trocoli é professora da Faculdades de Letras da UFRJ e membro-fundador do Centro de Pesquisa Outrarte – a psicanálise entre a ciência e a arte. Doutora em Teoria e História Literária pela UNICAMP, sua pesquisa gira em torno da cena enunciativa nos seguintes autores: Clarice Lispector, Virginia Woolf, Marcel Proust, Marguerite Duras, Roland Barthes e Jacques Derrida.



[1] LACAN, Jacques. “A coisa freudiana”. In: Escritos. Tradução: Vera Ribeiro. Rio de Janeiro: Zahar, 1998, p. 419.

[2] ANDRADE, Carlos Drummond (1962) “Cerâmica”. In: Reunião: 10 livros de poesia. Introdução: Antônio Houaiss. 8 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1977; p.279.

[3] FELMAN, Shoshana. Sobrevivência postal, ou a questão do umbigo. Tradução: Flavia Trocoli e Suely Aires]. Terceira Margem, Rio de Janeiro, n. 26, 2012, pp.17-44.

[4] FELMAN, Shoshana. Sobrevivência postal, ou a questão do umbigo. Tradução: Flavia Trocoli e Suely Aires]. Terceira Margem, Rio de Janeiro, n. 26, 2012, pp.17-44.

[5] BENNINGTON, Geoffrey (1973) Jacques Derrida por Geoffrey Bennington e Jacques Derrida. Trad. A. Skinner. Rev. téc. M. Gonçalves. Rio de Janeiro: Zahar, 1996.

[6] BARTHES, Roland 2004) “Isso pega”. In: Inéditos: vol. 2 – Crítica. Trad. I. C. Benedetti. São Paulo: Martins Fontes; pp. 225-229.

[7] CRUGLAK, Clara. Clínica da identificação. Tradução: André Luis de Oliveira Lopes. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, p.144.

[8] BENNINGTON, Geoffrey (1973) Jacques Derrida por Geoffrey Bennington e Jacques Derrida. Trad. A. Skinner. Rev. téc. M. Gonçalves. Rio de Janeiro: Zahar, 1996.

[9] KAFKA, Franz (1931) “A construção”. In: Um artista da fome/A contrução. Trad. M. Carone. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

[10] DERRIDA, Jacques. Mal de arquivo: uma impressão freudiana. Trad. C. M. Rego. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2001; p. 100.

[11] BENNINGTON, Geoffrey (1973) Jacques Derrida por Geoffrey Bennington e Jacques Derrida. Trad. A. Skinner. Rev. téc. M. Gonçalves. Rio de Janeiro: Zahar, 1996; p. 202.

[12] In: DERRIDA, Jacques (2001) Papel-máquina. Trad. E. Nascimento. Rev. téc. A. Skinner. São Paulo: Estação Liberdade, 2004; pp. 35-138.

[13] BARTHES, Roland (1982) “Durante muito tempo, fui dormir cedo”. In: O rumor da língua. Trad. M. Laranjeiras. São Paulo: Editora Brasiliense, 1988; pp. 283-294.

[14] BENNINGTON, Geoffrey (1973) Jacques Derrida por Geoffrey Bennington e Jacques Derrida. Trad. A. Skinner. Rev. téc. M. Gonçalves. Rio de Janeiro: Zahar, 1996; pp. 53-54.

[15] BARTHES, Roland (2004) “Isso pega”. In: Inéditos: vol. 2 – Crítica. Trad. I. C. Benedetti. São Paulo: Martins Fontes; pp. 225-229.

[16] BENNINGTON, Geoffrey (1973) Jacques Derrida por Geoffrey Bennington e Jacques Derrida. Trad. A. Skinner. Rev. téc. M. Gonçalves. Rio de Janeiro: Zahar, 1996; p. 55.

[17] FREUD, Sigmund (1982) Correspondência de amor e outras cartas. Edição preparada por Ernst Freud. Trad. A. S. Santos. Rio de Janeiro: Nova Fronteira; p.505.

[18] DERRIDA, Jacques (1988) Signéponge. Paris: Seuil.

[19] In: LISSE, Michel (2012) Preferir sempre a vida [Trad. M. J. Oliveira. Rev. téc. P. Eyben]. Revista Cerrados, Brasília, v. 21, n. 33; pp. 312-326.




COMO CITAR ESTE ARTIGO | TROCOLI, Flavia (2017) Ali onde eu não interpreto, isso corta. Lacuna: uma revista de psicanálise, São Paulo, n. -3, p. 6, 2017. Disponível em: <https://revistalacuna.com/2017/04/28/n3-06/>