por Rodrigo Soares
Neste texto defendemos que, ao trazermos uma leitura da História do Brasil pela via do trauma, podem nos ajudar a entender o nosso tempo, como fruto de uma atrofia da experiência dos brasileiros, nossas vivências devido a relação de acelerada com a nossa temporalidade nos torna deficitários na elaboração sobre elas, sendo assim, produzimos uma relação com nós mesmos e com a realidade “sem sentido da vida, de sua brutalidade”[1]
Todo o sentido — a verdade, o bem, a beleza — é baseado dentro de si. O que, então, a experiência significa? E aqui está o segredo: uma vez que ele jamais levantou seus olhos ao grande e ao cheio de sentido, o filisteu tomou a experiência como seu evangelho. Ele se tornou para ele uma mensagem sobre a banalidade da vida. […] Por que a vida é sem sentido ou confortável para o filisteu? Porque ele sabe o que é a experiência e nada mais.[2]
Entendemos que o “homem privado da experiência é o homem privado de história”[3] e essa situação no caso brasileiro é expressa em repetições (operação do recalque) de comportamentos autoritários (racistas, machistas, lgbtqi+fóbicos) criando uma sensação de um eterno presente, no qual nada muda. Nossa relação com nossa história se estabelece como a do sujeito angustiado pelo sofrimento, uma relação em que nos sentimos em uma situação que nunca muda, em que estamos sempre no mesmo lugar, perdemos nossa relação com nossa historicidade (consciência de nossa relação com a temporalidade), e com isso ficamos incapacitados de pensar historicamente nossas questões problemáticas.
Nossa atrofia de experiência histórica se apresenta como alienação de nossa historicidade reforçada pelo bombardeio de novas sensações que o mundo capitalista nos envia a todo momento, situação essa que aprofunda uma situação de recalcamento histórico de nossa cultura, não nos conscientizamos por não termos espaço para refletir sobre nossas práticas cotidianas, não é nos dado o tempo para elaborar juízo sobre o que somos e o mundo em que vivemos, pois, “A consciência está, pois, continuamente mobilizada contra a ameaça do choque […]”[4]
A experiência é algo coletivo e partilhado, ao ser alienada é substituída pela “vivência do indivíduo privado, isolado, é a impressão forte, que precisa ser assimilada às pressas, que produz efeitos imediatos”[5], nesse imediatismo, os sujeitos desenvolvem uma relação degradante com suas experiências, se ancorando em uma onda superprodutiva de informações angustiante, situação em que os sujeitos não têm “[…] energias livres para reflexão”[6], e essa relação de degradação com a experiência se transforma em uma das faces da pobreza, como nos ensina Walter Benjamin, “a nossa pobreza de experiência é apenas uma parte da grande pobreza que ganhou um novo rosto […]”[7].
Sem memória, sem experiência, sem passado, ele deixa arrastar pela massa, totalmente atento aos perigos imediatos, totalmente inconsciente das ameaças profundas — capaz de defender — se do choque, mas ao preço de um comportamento reflexo, que privilegia a vivência e atrofia a experiência.[8]
A pobreza de experiência nos faz agir com indiferença em relação as nossas práticas e, como um angustiado pelo sofrimento psíquico, nossa sociedade se vê assombrada pelos fantasmas do passado que nos tomam como corpo, o racismo de cada brincadeira, a homofobia de cada piada, a violência policial que não causa indignação, a desigualdade naturalizada estão presentes em cada vivência cotidiana, porém não são elaboradas e, não elaborando, apenas repetimos, o presente se apresenta como um lugar “[…] que não é passagem, mas o qual o tempo se fixou e parou”[9].
Para conseguirmos pensar nossa realidade historicamente a partir do presente, precisamos tomar nossa reflexão sobre a história a partir de “uma postura psicanalítica que vê o confronto da História como um processo paralelo ao de uma perlaboração do trauma […]”[10], a partir desta perspectiva podemos fazer o passado “trabalhar” no sentido de fazer as questões presentes serem entendidas a partir de uma leitura retrospectiva do passado com a intenção de mudança.
Estabelecer uma analogia entre essa recomendação clínica de Freud e os processos da memória coletiva encontra, naturalmente, alguns limites: sobretudo porque é difícil não ver no racismo, no fascismo ou na tortura, algo de vergonhoso e desprezível (verächtlich). Mas o que é instigante aqui é o apelo, tipicamente iluminista, de Freud para criar coragem — “Mut gefasst!“, dizia já Kant —, de enfrentar a doença, o passado, para esclarecê-los; para, afinal, compreendê-los, mesmo que tal compreensão não passe por uma cadeia de argumentos lógicos e deduções meramente racionais. Mutatis mutandis, o paciente deve ousar fazer uso do seu próprio entendimento para sair de sua menoridade auto-culpada, sair da complacência na queixa, isto é, sair do registro da queixa e da acusação, da Klage e da Anklage, que Freud relaciona num outro texto, “Luto e melancolia” [“Trauer und Melancholie“][…][11]
Esse trabalho toma o pensar histórico como um processo de elaboração (elaboração histórica) do trauma, dando início a um processo de desalienação temporal, pois, ao tomarmos o trabalho do historiador a partir da postura psicanalítica, buscamos esclarecer os sujeitos sobre seu recalque e, com isso, eles podem se propor a mudar (a coragem dita por Freud), rompendo com a barbárie da repetição cultural de um passado histórico traumatizado.
É próprio da experiência traumática essa impossibilidade do esquecimento, essa insistência na repetição. Assim, seu primeiro esforço consistia em tentar dizer o indizível, numa tentativa de elaboração simbólica do trauma que lhes permitisse continuar a viver e, simultaneamente, numa atitude de testemunha de algo que não podia nem devia ser apagado da memória e da consciência da humanidade.[12]
O passado retomado pelo trabalho de elaboração histórica precisa ser consciente de ser um processo difícil, como já dito, é doloroso se perceber como sujeito com ações nefastas. O papel da elaboração histórica não tem o objetivo de julgar, mas é um exercício de compreensão dos comportamentos sociais a partir do processo histórico, perceber que o autoritarismo (suas expressões)[13] como construção histórica, e como tal, poder ser pensado, desconstruído e transformado (ou reelaborado?)[14], ou seja, fazer ser vista às contradições de nossas práticas que nos aparecem, como angústia, desorientação, repetição e esquecimento.
A verdadeira imagem do passado passa por nós de forma fugidia. O passado só pode ser apreendido como imagem irrecuperável e subitamente iluminada no momento do seu reconhecimento. “A verdade não nos foge”: essa fórmula de Gottfried Keller assinala, na concepção da história própria do historicismo, precisamente o ponto em que essa concepção é destruída pelo materialismo histórico. Porque é irrecuperável toda a imagem do passado que ameaça desaparecer com todo o presente que não se reconheceu como presente intencionado nela[15]
A citação nos faz voltar à afirmativa de Safatle sobre nossa relação com a História brasileira. Acertar as contas é saber que o passado está aqui em todos os momentos, principalmente nas vivências, é na rapidez e naquilo que não damos atenção, é a brincadeira, a propaganda que, ao serem iluminados, causam constrangimento e mobilização para a justificação, pois estamos sempre e “totalmente atentos aos perigos imediatos”, mas incapacitados de compreender que esses perigos são de uma ordem histórica e, como tal, não podem ser acessados em uma totalidade monolítica, ela se apresenta como “cacos de história”[16] análogo ao exercício da psicanálise que toma interpretar as origens do Mal Estar e do sofrimento pela via do sintoma.
O que genericamente designa-se por sintoma — esta categoria que funda historicamente toda clínica possível — admite tanto o sentido de experiência de sofrimento (sintomas transitórios), como o sentido de signo de um processo patológico (sintomas típicos), além do sentido de mal-estar ainda não reconhecido ou nomeado coletivamente (sintomas individuais)[17]
Nossa incapacidade de compreensão perpassa em não perceber que o passado não é uma presença linear, pois é no campo da experiência que o passado se institui, sendo assim, é uma questão do inconsciente e, como tal, é impossível acessá-lo por completo, são eles cacos, como dito acima por Freud na análise, e são reconstruídos peça por peça, sendo assim o historiador
[…] seria a figura do trapeiro, do Lumpensammler ou do chiffonnier, do catador de sucata e de lixo, esta personagem das grandes cidades modernas que recolhe os cacos, os restos, os detritos, movido pela pobreza, certamente, mas também pelo desejo de não deixar nada se perder […].[18]
Elaborar historicamente o passado pelo vestígio ou pelos cacos deixados no presente se torna uma forma de enfrentarmos o atual contexto em que a negação da História se estabelece como uma ferramenta de poder, a negação de nossa experiência se tornou um projeto político, os que estão no poder desavergonhadamente dão continuidade à promoção de uma política de esquecimento de nossos mortos, para que não possamos de alguma forma buscar neles entendimento do que nos acontece, em resumo, a cada jovem negro morto sendo justificado aos berros por um apresentador sensacionalista (fascista?), se mata duas vezes, vai o jovem e a memória da escravidão.
Eles querem seja minimizar o papel das atrocidades — substituindo e deslocando o seu local —, seja negar sua existência. Esse procedimento retraduz em vários níveis uma série de mecanismos implícitos ao trauma que estão implicados na impossibilidade de perlaboração total do mesmo. Em segundo lugar, ele repete o assassinato das vítimas ao negar que o fato tenha alguma vez ocorrido. O apagamento da memória — e com ela, da responsabilidade — é parte integrante de muitos assassinatos em massa[19]
O papel da história seria então nos fazer reconectar a esse passado fragmentado[20] com o objetivo de nos tornarmos sujeitos mais ativos em nosso meio, acreditamos que a História pensada pelo viés psicanalítico tem um papel de esclarecimento dos sujeitos pela via da historicidade da clínica, contribuindo para que possamos compreender a História do Brasil como uma experiência de trauma. Nesse sentido, a História (ciência e ensino) ocupa uma posição que servirá para que possamos nos haver com o passado para que com coragem e atenção captemos no presente as saturações de passado que ainda persistem em dar continuidade a nossas práticas, por esse viés podemos fazer justiça para com a nossa História intencionados a mudar.
[…] um trabalho de elaboração e de luto em relação ao passado, realizado por meio de um esforço de compreensão e de esclarecimento — do passado e, também, do presente. Um trabalho que, certamente, lembra dos mortos, por piedade e fidelidade, mas também por amor e atenção aos vivos.[21]
A elaboração histórica nos aponta como o passado se encontra encoberto no presente, como uma atualidade como nos ensina Benjamin[22], como já refletido na primeira parte deste texto, pensarmos historicamente pela via da psicanálise contribui para reforçar a ideia de que nossa atrofia de experiência é produto de uma alienação de nossa historicidade. Ao elaborarmos historicamente o presente com uma atualidade do passado, podemos expor o que está recalcado “a partir de uma confrontação do presente com o passado”[23]
Em oposição à concepção achatada e trivial de “atualidade” como presentificação, isto é, como repetição de um valor eterno do passado no presente, concepção apologética e repetitiva, Benjamin forja um conceito intensivo de atualidade (Aktualität) que retoma a outra vertente semântica da palavra, ou seja, vir a ser ato (Akt) de uma potência. Uma potência que jaz encoberta “como confiança, como coragem, como humor, como astúcia, como tenacidade” nas obras do passado e que cabe ao presente reencontrar. Essa atualidade plena designa muito mais a ressurgência intempestiva de um elemento ocultado, esquecido dirá Proust, recalcado dirá Freud, do passado no presente – o que também pressupõe que o presente esteja apto, disponível para acolher esse ressurgir, reinterpretar a si mesmo e reinterpretar a narrativa de sua história à luz súbita e inabitual dessa irrupção.[24]
Elaborando historicamente nossa realidade, a piada homofóbica, racista, machista testemunhada pelos professores em sala de aula não será tomada apenas como fruto de uma brincadeira do ímpeto juvenil, ela será tratada como uma expressão (sintoma) de um trauma histórico, confrontando o passado e presente faz com que o que está recalcado se exponha, e a partir daí uma elaboração histórica pode ser promovida pelo professor em conjunto com a sala de aula, corajosa e atentamente com objetivos transformativos e de ruptura com o “discurso histórico edificante e apologético que confirma a continuidade da dominação”[25].
Pensar a História do Brasil pelo viés da elaboração do trauma no leva a operar pela perspectiva do vir a ser, rompendo com que já somos. A historicidade apresentada no exercício analítico nos propõe a nos banharmos nas águas da temporalidade, assim poderemos “diferenciar historicamente como algo se diz e como depois, “ao ser dito de outra maneira, esse ‘algo’ não é mais o mesmo”[26]. ♦
REFERÊNCIAS
BENJAMIN, Walter. O anjo da História. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
BENJAMIN, Walter. “Sur le programme de la philosophie qui vien”. In: Walter Benjamin, oeuvres 1. Trad. M. Gandillac; R. Rochlitz e P. Rusch. Paris: Éditions Gallimard, 2000.
DUNKER, Christian Ingo Lenz. Mal-estar, sofrimento e sintoma Releitura da diagnóstica lacaniana a partir do perspectivismo animista. Tempo Social, revista de sociologia da USP. São Paulo, v. 23, n. 1, 2011, p. 115 – 136.
_____. Mal-estar, sofrimento e sintoma. Um Psicopatologia do Brasil entre muros. 1ªed. São Paulo: Boitempo, 2015.
GAGNEBIN, Jeanne Marie. Walter Benjamin: os cacos da história. São Paulo: Brasiliense, 1993.
_____. Lembrar, Escrever, Esquecer. 2ªed. São Paulo: Editora 34, 2009.
_____. Limiar, Aura e rememoração. Ensaios sobre Walter Benjamin. 1ªed. São Paulo: Editora 34, 2014.
KONDER, Leandro. Walter Benjamin: o marxismo da melancolia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1989.
ROUANET, Sérgio Paulo. Édipo e o Anjo: Itinerários Freudianos em Walter Benjamin. Rio de Janeiro: Edições Tempo Brasileiro, 1981.
SILVA, Márcio Seligman. História, Memória, Literatura. O Testemunho na Era das Catástrofes. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2003.
* Rodrigo de Oliveira Soares é professor do Instituto Federal de Goiás, psicanalista e pesquisador.
[1] BENJAMIN, Walter. “Sur le programme de la philosophie qui vien”. In: Walter Benjamin, oeuvres 1. Trad. M. Gandillac; R. Rochlitz e P. Rusch. Paris: Éditions Gallimard, 2000, p. 3.
[2] BENJAMIN, Walter. “Sur le programme de la philosophie qui vien”. In: Walter Benjamin, oeuvres 1. Trad. M. Gandillac; R. Rochlitz e P. Rusch. Paris: Éditions Gallimard, 2000, pp. 3-4; tradução livre.
[3] ROUANET, Sérgio Paulo. Édipo e o Anjo: Itinerários Freudianos em Walter Benjamin. Rio de Janeiro: Edições Tempo Brasileiro, 1981, p. 49.
[4] ROUANET, Sérgio Paulo. Édipo e o Anjo: Itinerários Freudianos em Walter Benjamin. Rio de Janeiro: Edições Tempo Brasileiro, 1981, p. 45.
[5] KONDER, Leandro. Walter Benjamin: o marxismo da melancolia. 3ª ed. Rio de Janeiro: Campus, 1989, p. 72.
[6] ROUANET, Sérgio Paulo. Édipo e o Anjo: Itinerários Freudianos em Walter Benjamin. Rio de Janeiro: Edições Tempo Brasileiro, 1981, p. 52.
[7] BENJAMIN, Walter. O anjo da História. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012, p. 86.
[8] ROUANET, Sérgio Paulo. Édipo e o Anjo: Itinerários Freudianos em Walter Benjamin. Rio de Janeiro: Edições Tempo Brasileiro, 1981, p. 52.
[9] BENJAMIN, Walter. O anjo da História. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012, p. 19.
[10] SILVA, Márcio Seligman. História, Memória, Literatura. O Testemunho na Era das Catástrofes. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2003, p. 76.
[11] GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar, Escrever, Esquecer. 2ªed. São Paulo: Editora 34, 2009, p. 104.
[12] GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar, Escrever, Esquecer. 2ªed. São Paulo: Editora 34, 2009, p. 99.
[13] Racismo, machismo, sexismo, classismo, mandonismo, patrimonialismo – VIOLÊNCIA
[14] Deixaremos a pergunta, pois, ela pode abrir um precedente enorme de reflexão entre transformar e reelaborar.
[15] BENJAMIN, Walter. O anjo da História. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012, p. 11.
[16] GAGNEBIN, Jeanne Marie. Walter Benjamin: os cacos da história. São Paulo: Brasiliense, 1993.
[17] DUNKER, Christian Ingo Lenz. Mal-estar, sofrimento e sintoma Releitura da diagnóstica lacaniana a partir do perspectivismo animista. Tempo Social, revista de sociologia da USP. São Paulo, v. 23, n. 1, 2011, p. 116.
[18] GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar, Escrever, Esquecer. 2ªed. São Paulo: Editora 34, 2009, p. 104.
[19] SILVA, Márcio Seligman. História, Memória, Literatura. O Testemunho na Era das Catástrofes. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2003, p. 78.
[20] “[…] implica perceber que a historiografia é apenas uma (re)inscrição do passado e não o seu texto “original”. SILVA, Márcio Seligman. História, Memória, Literatura. O Testemunho na Era das Catástrofes. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2003, p. 74.
[21] GAGNEBIN, Jeanne Marie. Lembrar, Escrever, Esquecer. 2ªed. São Paulo: Editora 34, 2009, p. 104.
[22] BENJAMIN, Walter. O anjo da História. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica, 2012.
[23] GAGNEBIN, Jeanne Marie. Limiar, Aura e rememoração. Ensaios sobre Walter Benjamin. 1ªed. São Paulo: Editora 34, 2014, p. 201.
[24] GAGNEBIN, Jeanne Marie. Limiar, Aura e rememoração. Ensaios sobre Walter Benjamin. 1ªed. São Paulo: Editora 34, 2014, p. 204.
[25] GAGNEBIN, Jeanne Marie. Limiar, Aura e rememoração. Ensaios sobre Walter Benjamin. 1ªed. São Paulo: Editora 34, 2014, p. 203.
[26] GAGNEBIN, Jeanne Marie. Limiar, Aura e rememoração. Ensaios sobre Walter Benjamin. 1ªed. São Paulo: Editora 34, 2014, p. 201.
COMO CITAR ESTE ARTIGO | SOARES, Rodrigo de Oliveira (2023) Por uma leitura da história do Brasil pela via do trauma: elaboração histórica e a atrofia da experiência. Lacuna: uma revista de psicanálise, São Paulo, n. -14, p. 9, 2023. Disponível em: <https://revistalacuna.com/2023/04/02/n-14-09/>