Uma história particular de Maio de 68


[ Une histoire particulière de Mai 68 ]

por Alain Vanier

Tradução | Paulo Beer

 

Dizer alguma coisa sobre maio de 68 é perigoso. O acontecimento se esmigalha sob os comentários. Assistimos hoje a uma verdadeira querela das interpretações. Para Nicolas Sarkozy, é o momento do fim da moral; para Slavoj Zizek, retomando à sua maneira Lacan, é a passagem de uma forma de dominação a outra, passagem do discurso do mestre ao da universidade, começo de uma nova era do capitalismo com uma tolerância quanto à revolução sexual. Para outros, é o começo da afirmação do individualismo e do novo capitalismo sem freios, e da precariedade. A esse respeito, deve-se falar, isso sim, de reação a maio de 68 com Reagan e Thatcher, que vão conseguir realizar o casamento incrível de um projeto econômico ultraliberal com uma restauração moral no terreno dos valores (D. Cohen)[1]. Não é, de todo modo, a isso que assistimos hoje?

Eu gostaria também de propor algumas questões. Nada exaustivo; uma abordagem que devemos chamar de particular.

Em primeiro lugar, é conveniente lembrar que isso que deu sua especificidade a esse movimento na França, no meio da agitação mundial daqueles anos, foi a greve geral, a mobilização sindical mais importante que a França conheceu no século XX. O acontecimento agitou o país em todos os níveis. Mas em todo acontecimento desse tipo existe, ao mesmo tempo, um contexto e algo que é do foro da contingência. O contexto é o fim da guerra da Argélia, “operação policial” que dividiu profundamente o país, sem esquecer os restos da colaboração durante a Segunda Guerra Mundial. Seus efeitos — não tratados simbolicamente — continuam a agir no país. Há os ecos da guerra do Vietnã — do qual se deve lembrar que se trata de uma antiga colônia francesa tornada independente somente alguns anos mais tarde. É também o início de dificuldades econômicas logo após aquilo que se acordou chamar de “Trinta Gloriosos”: início do desemprego dos jovens, baixa de salários reais, aumento maciço da juventude estudantil ligado ao número de crianças nascidas no pós-guerra imediato, massificação da urbanização e desenvolvimento de uma contracultura internacional implicando a afirmação da juventude como “força político-nacional” (Le Goff)[2]. Esse novo afluxo de estudantes levou à criação de novas universidades como a de Nanterre, ao lado da maior favela da região parisiense. A França é uma sociedade patriarcal bastante estanque: as mulheres só tiveram o direito de votar em 1945. Um pouco antes de 68, em 1965, elas obtiveram o direito de trabalhar sem a permissão do marido e de ter uma conta no banco; a pílula foi legalizada em 1967. Nesse ano, 1967, em Nanterre, que condensa inúmeras questões, um primeiro conflito concerne à possibilidade de os rapazes visitarem as garotas em seus dormitórios. Em 1968, é ainda em Nanterre que, em 22 de março, a reitoria da universidade foi ocupada para exigir a libertação dos estudantes presos por motivos políticos. Se a agitação universitária preocupava as autoridades há pelo menos um ano, o acontecimento que desencadeará maio de 1968 será a entrada da polícia na Sorbonne em 2 de maio, para expulsar os estudantes que faziam um encontro de extrema esquerda no pátio. Modernidade e tradição se encontram na ruptura da “liberdade universitária”, a libertas academica que existia desde a Idade Média, desde a época em que as universidades tinham um caráter religioso, o que as protegia do poder mundano. Deve-se notar que ainda hoje, o reitor, eleito, da universidade, é encarregado da manutenção da ordem, e que ele é o único que pode, se julgar necessário, fazer apelo às forças da ordem. Lacan insistirá sobre essa função do lugar — o Quartier latin[3], que concentrava, à época, as universidades e as Grandes Écoles[4] — como decisivo no desencadeamento dos acontecimentos: a contestação é mundial, mas é somente em Paris que ela sofre essa virada com barricadas — proteção de um lugar vivido como fraturado.

A partir de 8 de maio, a greve geral começa no oeste da França, assim como a greve nas Belas-Artes. A primeira noite das barricadas acontece em 10 e 11 de maio. As violências policiais chocam a população que se solidariza com os estudantes. Em 13 de maio, a greve geral é desencadeada em toda a França, uma manifestação gigantesca acontece em Paris, um milhão de pessoas sai às ruas em protesto. A Sorbonne é ocupada, assim como o Teatro Odéon. No fim de maio, dias 23 e 24, segunda noite de barricadas muito violenta, a Bolsa é incendiada e verdadeiros motins acontecem. Os sindicatos obtêm, com os acordos de Grenelle, um aumento de 30% dos salários e do salário mínimo; no fim de maio, de Gaulle dissolve a Assembleia Nacional, em junho a direita ganha massivamente as eleições legislativas e o trabalho é retomado.

De minha parte, tenho 20 anos em maio de 1968 e estou no coração dos eventos como Fabrice Del Dongo na batalha de Waterloo[5]. Eu não compreendo muita coisa, mas participo das manifestações. Estudante, sou um privilegiado, somente 10% de uma faixa etária entrava, naquela época, na universidade. Mas compartilho, com a maioria dos meus camaradas, de um sentimento de rejeição a essa ordem injusta cujo sentido nos escapa. Contudo, não consegui participar desse sentimento de “comunidade absoluta” desses que cantam palavras de ordem. A palavra de Lacan, ao destacar esse “sentimento de comunidade absoluta”, faz referência à psicologia das massas de Freud, a esse gozo que partilhavam aqueles que saíam às ruas. De minha parte, não consigo juntar minha voz à dos outros. Não posso dizer que é o sintoma que vai me levar a me engajar numa análise, mas ele vai participar do meu percurso pouco tempo depois.

Maio de 68 não parou em 68. Houve a deflagração do mês de maio, depois houve repercussões. Um historiador como Philippe Artières as vê continuar até 1981. De minha parte, eu dataria em 1974/75 o final direto das consequências de maio de 68. Se, de um lado, a vitória operária nas negociações fez os trabalhadores retornarem à usina sob a liderança dos sindicatos, o movimento que prolongou maio se dividiu em diversos ramos: trotskistas; maoístas; freudo-marxistas influenciados por Reich e Marcuse; mas também diversos grupos como aquele ao qual eu pertenci, que se chamava de “grupo de base”, reunindo estudantes de letras, filosofia e ciências humanas e juntando essas diversas sensibilidades maoístas, trotskistas, anarquistas etc. — dentre eles, alguns como eu, que se inscreviam no rastro dos situacionistas, liam Althusser, Lefèvre ou Guatarri etc.

Deve-se notar, de imediato, que os slogans escritos nos muros da cidade, as palavras que com gosto guardamos como sendo as de 68, não eram as que os manifestantes entoavam. Essas formulações inéditas, as práticas de desvio, todas as invenções de maio tinham em parte precedido, iniciadas principalmente pelos situacionistas, um grupo artístico-político da Internacional Letrista[6], do grupo Cobra[7], influenciado pelo Socialismo e barbárie de Claude Lefort e Cornelius Castoriadis, e por Henri Lefèvre. Eles haviam iniciado, há algum tempo, um questionamento da vida cotidiana, da miséria ordinária política, sexual, econômica etc. A publicação, em 1967, dos livros de Guy Débord, A sociedade do espetáculo (1967), de Raoul Vaneigem, A arte de viver para as novas gerações (1967) tinham sido precedidas pela publicação de números da revista Internacional Situacionista[8], assim como “Da miséria no meio estudante considerada em seus aspectos econômico, político, psicológico, sexual e principalmente intelectual e alguns modos para a remediar”, texto difundido em 1966 na Universidade de Estrasburgo, anonimamente, mas ao qual atribuímos a redação a Mustapha Khayati, membro da Internacional Situacionista. Eles constituíam uma crítica original do mundo contemporâneo e, ao mesmo tempo, a proposição de uma utopia libertária. Mas todos os chamados à liberação sexual, à intensidade da vida, “Gozar sem entraves” etc.; todos esses slogans inspirados nos situacionistas, nunca os escutamos sendo entoados durante as manifestações. Quanto à sexualidade, lembremos que o discurso ideológico dominante era um discurso marxizante, para o qual a sexualidade era uma preocupação secundária, a vida do sujeito devendo ser inteiramente devotada à causa da revolução. O movimento só reunirá lutas feministas, ou sustentará outros movimentos de liberação sexual ou de desagregação, nos anos 70.

Os situacionistas inventam práticas como o desvio, isto é, o

desvio dos elementos estéticos, pré-fabricados. Da integração de produções atuais ou passadas das artes numa construção superior do meio. Nesse sentido, não pode haver pintura ou música situacionista, mas um uso situacionista desses meios. Num sentido primitivo, o desvio no interior das esferas culturais antigas é um método de propaganda que testemunha a obra e a perda da importância dessas esferas.

Trata-se de criar situações que engajem uma verdadeira crítica da vida cotidiana, podendo ir até mesmo a nada fazer — o que Walter Benjamin já interrogava como crítica da produção. Eles iniciam também a deriva como método de estudos psicogeográficos etc. Exaltam a superação da arte pela construção de situações da vida cotidiana implicando a subversão dos códigos morais, em particular no plano sexual, em que se reproduziam as relações de classe. Eles se referiam a Fourier em suas práticas. Vaneigem chegava até mesmo à rejeição da proibição do incesto.

As Belas Artes estão em greve, os estudantes as ocupam e criam o Atelier de Belas Artes. Eles recuperam a importância de uma prática banida das Belas Artes na época, a serigrafia, para produzir até 2.000 cartazes por dia. Os artistas não estiveram em primeiro plano durante os acontecimentos. Decerto, em 18 de maio, François Truffaut, Jean-Luc Godard, Louis Malle, Claude Lelouch, Claude Berri etc. interrompem o festival de Cannes. Jean-Louis Barrault, que dirige o Odeon, acolhe os estudantes e logo é destituído pelo ministro da Cultura, André Malraux. Nas Belas Artes, aumenta cada vez mais o número de artistas, como Gérard Fromanger, mas o movimento é coletivo, assim como os cartazes — sua composição é decidida em assembleia geral. Não surpreende que um vivo debate sobre maio acontecerá em seguida à conferência de Foucault, “O que é um autor?”, em fevereiro de 1969.

Há alguma coisa em maio de 68 que resiste a toda e qualquer interpretação; um real, algo que faz de maio de 68 um sintoma com o qual nós não paramos de nos confrontar. Deve-se dizer que para uma parte houve, um tempo, uma mutação extraordinária das modalidades de laço social. O Quartier Latin tornou-se, durante alguns anos, um lugar incrível de novas experimentações. Tenho a lembrança de uma noite não ter onde ficar com minha namorada da época. Nós cruzamos com um casal e perguntamos se eles aceitariam nos abrigar. A mulher vira para o namorado e diz: “Eu durmo na sua casa?” Como ele consente, ela nos estende as chaves, nos dando seu endereço e pedindo para deixarmos as chaves debaixo do capacho ao sair. Mas de outro lado, há também o imperativo dos discursos ideológicos, a emergência dos pequenos mestres, a “ditadura” das tribunas e da democracia direta, mas também de um certo regime do saber referencial, que se quer absoluto porque “científico” como a obra de Marx. Eu me lembro de um fim-de-semana de trabalho do nosso grupo de base em que, estudante de letras e filosofia, eu colocava a questão da arte e da produção artística. Guy Hocquenghem[9], um dos líderes do nosso grupo, me sugeriu com muita firmeza a leitura de Intervenções nos colóquios de Yan’an sobre literatura e arte (1962), de Mao Tsé-Tung. Eu me lembro de voltar para casa e passar a noite lendo e relendo esse texto de apologia ao realismo socialista, com a sensação de ser um idiota porque não entendia o que havia de excepcional nesse texto que eu achava insípido sem me atrever a confessar.

Mas foi também, alguns anos mais tarde, esse mesmo Guy Hocquenghem que pôde, em um artigo, mostrar a dimensão imperativa de um mandamento de gozo na nova moral que havia se instalado, o que continha em germe algumas propostas dos movimentos de pensamento que tinham precedido maio de 68. Havia, de verdade, a emergência de um “você deve gozar” que soava como a outra faceta do supereu, o outro lado do rosto repressivo do supereu, sua face imperativa.

Os psicanalistas estavam bastante dispersos em maio de 68. Lacan, num primeiro momento, apoia o movimento, assina uma petição e interroga a indigência dos psicanalistas quanto à sua mobilização, indicando-lhes que a questão não era realmente de saber — ao se dirigir aos estudantes — aquilo que eles lhes demandavam, mas antes de saber isso que eles, os psicanalistas, demandavam aos estudantes. “Eles são a verdade. Eles são a verdade, isso não quer dizer que eles a dizem. A verdade, não é alguma coisa que se sabe assim, sem labuta. É por isso mesmo que ela ganha esse corpo que se chama sintoma, que ela demonstra onde é o refúgio disso que se chama verdade.” Porque a ciência reduziu o saber a “um saber puro que não tem nada a ver com o real, nem, ao mesmo tempo, com a verdade; porque o saber da ciência é, em relação ao real, o que chamamos, em lógica, de complemento de uma linguagem. Isso funciona ao largo do real. Mas, sobre o real, isso morde.” Os estudantes são o sintoma dessa mutação.

Dessa forma, Lacan interpreta 68 na medida de suas consequências com isso que, para ele, testemunhava uma mutação do saber, sua redução a uma mercadoria. Nesse sentido, maio foi um tempo de “greve da verdade”, greve da verdade em sua relação com o desejo por causa precisamente dessa nova disposição do saber, ligada ao avanço do discurso da ciência. 68 foi, para ele, um momento de colocar em questão a relação do desejo com o saber; quer dizer, da relação da verdade e do saber. Ele destaca que, do lado dos estudantes,  o paralelepípedo preenchia a função do objeto a; assim como a bomba de lacrimogênio, do lado da polícia. Um objeto a, ou seja, aquilo que o estudante se torna nessa nova relação com o saber; nova relação que o produz de uma maneira profundamente dividida, rejeitando totalmente sua relação com o desejo, pois esse novo saber mercantilizado  torna-se hoje, ainda mais que ontem, o ponto de passagem para a inscrição social, e não é mais o ponto onde se pode colocar, para cada um, a questão da sua relação com o desejo e com a verdade. Desse modo, essa contestação da autoridade, visando os significantes, os emblemas do discurso dominante, essa revolta não pôde impedir a mutação em curso. Ela terá sido o sintoma disso. Hoje, a juventude se tornou um mercado; os modos de subversão dos situacionistas e de alguns outros foram recuperados pela publicidade. Os lugares de poder são hoje disfarçados pelo cálculo do melhor para todos, legitimando, pelo saber universitário, uma ordem justificada pela razão essencialmente econômica. Por tudo isso, aqui e acolá, parece que isso que foi semeado em maio não para de operar, sem dúvida sub-repticiamente, para talvez tentar reflorescer em outros lugares, não só debaixo dos paralelepípedos. 

REFERÊNCIAS

DEBORD, GUY (1967) La société du spectacle. Paris: Gallimard.

VANEIGEM, Raoul (1967) Traité de savoir-vivre à l’usage des jeunes générations. Paris: Gallimard.

TSE-TOUNG, Mao (1962) Interventions aux causeries sur la littérature et l’art à Yenan. Paris: Editions en Langues Etrangères.


* Alain Vanier é psicanalista e psiquiatra. Professor da Universidade Paris-Diderot (Paris 7), é diretor do Centro de pesquisas, psicanálise, medicina e sociedade (CRPMS).


** Paulo Beer é psicanalista, mestre e doutorando no Instituto de Psicologia (IP-USP). Membro do Laboratório de Teoria Social, Filosofia e Psicanálise e da Société International de Psychanalyse et Philosophie. Editor de Lacuna – uma revista de psicanálise. Autor de Psicanálise e ciência: um debate necessário (Ed. Blucher, 2017).



[1] Referência provável aos estudos de Daniel Cohen, professor de Economia na École Normale Supérieure e na Universidade Paris I. (N. de E.)

[2] Referência ao eminente historiador francês Jacques Le Goff. (Nota do Ed.)

[3] Bairro que se situa no quinto e no sexto distritos de Paris. (N. do T.)

[4] Estabelecimentos de ensino superior que recrutam alunos por meio de concurso, comprometidas com uma formação de alto nível. (N. do T.)

[5]No romance A Cartuxa de Parma (1839), Stendhal narra as desventuras de Fabrice Del Dongo, um jovem nobre italiano que, fascinado pela figura de Napoleão, acaba se infiltrando ilegalmente na batalha de Waterloo. (N. de E.)

[6] A Internacional Letrista foi resultado da primeira vez que Movimento Letrista de Isidoro Isou rachou.  Ela surge após uma coletiva de imprensa do filme Luzes da Ribalta de Charlie Chaplin realizada no Hotel Ritz em Paris, em Outubro de 1952. Enquanto Isou defendia a obra de Chaplin, Débord e seus companheiros acusavam o filme de ser demasiadamente “artístico”. A separação leva Débord e seu grupo a fundar a Internacional Letrista que posteriormente faria parte da composição da  Internacional Situacionista, juntamente com o Movimento Internacional para uma Bauhaus Imaginista e a Associação Psicogeográfica de Londres. (N. de E.)

[7] O grupo Cobra foi um movimento artístico de vanguarda, influenciado pelo expressionismo e surrealismo. Apesar de ter ganhado destaque internacionalmente apenas nos anos 1960 nos Estados Unidos e Europa, foi criado 1948 e se manteve até 1951. O nome “Cobra” é creditado a Christian Dotremont, poeta e pintor belga e surgiu da combinação das letras iniciais das cidades em queo movimento se sediava Copenhague, Bruxelas e Amsterdã. (N. de E.)

[8] Revista do movimento Internacional Situacionista que durou de 1958 a 1969, publicando doze edições no total. A revista apresentava as formulações teóricas e políticas do movimento. Os artigos visavam criticar o aprisionamento da vida cotidiana no trabalho, impedindo as organizações políticas e sociais. Bem como, também visavam à crítica da apropriação da cultura como mercadoria. Assim tomou-se forma na revista, a ideia de que a crítica da arte burguesa em busca de sua superação  poderia transformara vida na cidade. (N. de E.)

[9] Escritor, ensaísta e romancista que teve um impacto significativo no pensamento francês de esquerda através de sua militância, principalmente no que tange a questão da homossexualidade. Foi o primeiro homem gay a ser admitido no Front Homosexuel d’Action Révolutionnaire (FHAR), movimento originalmente composto de mulheres lésbicas dissidentes de outros movimentos. Em 10 de janeiro de 1972 publicou uma  carta na revista francesa Nouvel Observateur assumindo publicamente a homossexualidade. Também em 1972, publicou Le désir homosexuel, um manifesto sobre a  revolução homossexual. Quando estudante, Guy Hocquenghem participou da ocupação da Sorbonne em 1968. (N. de E.)




COMO CITAR | VANIER, Alain (2018) Uma história particular de maio de 68. Lacuna: uma revista de psicanálise [Trad. P. Beer]. São Paulo, n. -5, p. 5, 2018. Disponível em: <https://revistalacuna.com/2018/06/04/n05-05/>.